Blanca Suárez é a estrela da edição que comemora os 30 anos da revista Cosmopolitan España, ao lado de María Pedraza. Confira a matéria feita com as atrizes:

Depois de um hiato profissional em que confessam ter se redescoberto, as atrizes Blanca Suárez e María Pedraza voltam com o filme ‘O verão que vivemos’ e se juntam a nós para celebrar nosso 30º aniversário.

São atrizes acostumadas a engatar um projeto atrás do outro. Por isso, quando lhes pergunto como lidaram com a ruptura provocada pela atual pandemia, as duas coincidem em afirmar: “Vivemos uma montanha-russa”. Uma montanha-russa da qual ainda não descemos, pois no momento em que se realiza a entrevista – uma manhã quente de final de julho – somos obrigadas a falar por trás das máscaras. Claro que o fazemos num dos salões espectaculares do histórico Casino de Madrid –o local escolhido para a sessão fotográfica– à porta fechada, um verdadeiro luxo.

TEMPO DE SILÊNCIO

Para Blanca Suárez (Madrid, 1988), ficar em casa significou um reencontro com a sua vida: “Refleti se alguma vez tive este nível de calma e tive que lidar com isso, porque é raro na nossa profissão. Claro, já passei por diferentes estados de espírito, tentando tirar proveito de tudo isso. Agora fico vivendo o dia a dia, porque aconteceu a coisa mais improvável que poderia acontecer. Tudo o que resta é a vinda dos alienígenas!” (risos).

ENTRE VINHAS

Para alegria dos cinéfilos, antes de estourar a crise elas rodaram juntas ‘El verano que vivimos’, drama romântico em que um jornalista estagiário investiga uma história de amor ocorrida 40 anos antes (em 1958) em Jerez, a partir de um obituário que chega ao jornal. Vai chegar ao grande ecrã a 6 de novembro, embora os mais afortunados já o tenham podido ver no Festival de San Sebastían, onde foi apresentado pela primeira vez. “Foi um filme muito especial. Criámos uma pequena família e a cidade acolheu-nos muito bem, estavam muito entusiasmados por estarmos ali, vivendo e retratando uma época de ouro em que o vinho espanhol, neste caso o de Jerez, estava a emergir e que anos mais tarde foi reconhecido no mundo todo”, diz Blanca, que interpreta Lucía, uma jovem muito autoconfiante que pertence a uma importante família vinícola. Para o seu papel, teve de enfrentar vários desafios: o primeiro deles, falar com sotaque andaluz. “Tínhamos um treinador que nos dava dicas, embora tenhamos dado muitas voltas ao tipo de sotaque que queríamos para as personagens, fosse um puro de Jerez ou mais neutro, e no final decidimos fazer algo que não fosse muito fechado”, explica. Quando você retrata uma cultura tão específica, é difícil para todos ficarem satisfeitos com o resultado. Ela também teve que dançar bulerías – “é uma das danças mais difíceis por aí, então eu não tive escolha a não ser fazer algumas aulas expressas para pegar o jeito” – e fazer nada menos do que um nu completo.

Apesar de já estar há mais de dez anos na carreira, a atriz admite que ainda tem vergonha de enfrentar esse tipo de cena: “Se não fosse assim eu teria que me preocupar (risos). Tento enfrentá-las com naturalidade, minimizando-as. Normalmente, a equipe ao seu redor também tende a se sentir constrangida e se você tirar um pouco de drama disso, deixará todos mais confortáveis.” Algumas dessas cenas são precisamente compartilhadas com Javier Rey (seu atual parceiro) e a química entre eles é mais do que evidente. “Tem sido ótimo trabalhar juntos. Nas filmagens combinamos muito bem – diz ela -. Desde o primeiro momento, nos ensaios, me relacionei muito bem com ele e com Pablo Molinero (seu noivo no filme)”. E é que na ficção Blanca está dividida entre dois amores, algo que também lhe aconteceu em alguma ocasião na vida real, como ela confessa. “É por isso que eu acredito que você nunca deve julgar os outros. Parece-me audacioso, porque o que você menos imagina pode acontecer com você. Falo até das coisas mais idiotas, como negar as ombreiras … e acabar por calçá-las e usar leggings arrastão” (as duas caem na gargalhada). “Eu também tive que decidir entre dois meninos”, intervém Maria. Não é fácil, mas é preciso ter coragem e apostar no que achar que gosta.

Já na arena do amor, não posso deixar de me perguntar se elas já receberam foras. “Sim”, elas respondem em uníssono. “E grande”, acrescenta Blanca. “Mas é engraçado porque a vida te faz se reconectar com aquela pessoa e então é você que a rejeita. Você não faz isso conscientemente. Basta dizer: “Pois é, agora sou eu que não estou disponível”, porque você já fechou aquela etapa”, revela María.

FALANDO DO FUTURO

Agora elas estão dedicadas a seus próximos projetos: Blanca começa a filmar a série Jaguar para a Netflix uma semana após esta entrevista.

Fonte: Cosmopolitan ES

Tradução & Adaptação: Equipe BSBR

Confira os bastidores da entrevista:

 

 

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